terça-feira, 11 de setembro de 2012

Crónica de Rodrigues Guedes de Carvalho: "E a besta é o cão?"



Por: Rodrigo Guedes de Carvalho
10 setembro 2012

"É uma ironia dos tempos modernos, que pode causar confusão aos mais imberbes alunos de Comunicação Social, que devem andar a aprender, como eu aprendi, que uma boa definição de notícia não é um cão morder um homem, mas sim um homem morder um cão. Se assim é, que se passa? Nas últimas semanas de Agosto, houve um inesperado número de incidentes em cadeia, no que diz respeito a ataques de cães a pessoas. Somados, quase à média de um por dia nas páginas dos jornais ou nas televisões, poderia perceber-se, erradamente, que se tratava de uma epidemia, ou seja, de uma proliferação de casos “iguais”. Não são, de todo. Qualquer análise séria conclui, sem dificuldade, que se tratam de situações bem diferentes, pese embora uma mesma raça de cão estar presente em mais do que uma história, e todas elas terem o mesmo desfecho anunciado: o cão em causa foi de quarentena, e será abatido dentro de pouco tempo. Sobre esta sentença que não levanta indignação que se veja, já lá iremos. Primeiro, é importante entender que, por mais que defenda os direitos dos animais, não sou fundamentalista ao ponto de não perceber que um cão, ou outro animal, é perfeitamente capaz de “se passar”, como qualquer um de nós. Neste sentido, há situações, sim, em que se torna incompreensível que um cão ataque, situações em que o animal é, sim, “culpado” do seu crime. Mas basta reflectir um pouco, analisar os recentes incidentes, ou outros mais antigos, para concluir que as situações sem aparente explicação são uma raridade. Normalmente, o que acontece é o desastre que se adivinhava quando se vêem as circunstâncias, ou se pensa na “qualidade de vida” dos cães em causa. Regra geral, pertencem a pessoas que não têm a mínima consciência do que significa serem donos de um animal, muito menos quando se aventuram a escolher as chamadas raças potencialmente perigosas. Ponto básico: se são consideradas potencialmente perigosas, há uma razão para pensar mil vezes antes de optar por elas. Ponto básico número dois: a expressão “potencialmente” é a chave. Significa que nas mãos de um mau dono, a potencialidade torna-se realidade. Já é do senso comum, mas ninguém parece quere perceber. Obviamente que um pequeno caniche também pode ter um comportamento agressivo, mas basta pensar no porte de alguns cães para se entender que a “potencialidade de perigo” de uns é porque, quando se chateia, provoca danos terríveis, muitas vezes fatais. E o que vemos, nos casos mais badalados de Agosto? Uma continuada, inacreditável irresponsabilidade de muitas pessoas que têm estes cães. Pessoas que teimam em ter animais sem saberem, ou quererem saber, das noções mais básicas em relação aos animais, no que respeita a respeitarem um líder, sentido de território, stresse causado pela falta de atenção ou exercício, pessoas que não sabem, ou não querem saber, que um cão é, essencialmente, o espelho do seu dono, até porque um cão “pensa”, à sua medida, que é isso que é suposto fazer, é isso que o dono espera dele. Numa das histórias, os pormenores são tão claros, tão prenunciadores de desastre, que causa uma enorme confusão que o nosso sistema para lidar com os casos continue a ser abater o cão em vez de multar ou prender o dono. Numa das histórias, repito, um cão atacou a mãe do seu dono, um ataque que se revelou mortal. Começa-se a puxar pelos pormenores, e que temos? O indivíduo tinha escolhido, nada menos, do que um arraçado que misturava sangue de pittbull com leão da rodésia. E mantinha esta bomba-relógio fechada num apartamento exíguo, de onde o cão raramente saía, para se exercitar, destressar ou socializar. Que surpresa, que este cão fosse uma pilha de más vibrações, um desastre à espera de acontecer. Mas o que mais revolta é saber o que vai acontecer, porque é que acontece sempre nestes casos. O animal vai ser abatido, e o indivíduo, depois de encolher os ombros e assobiar, há-de arranjar outro, que manterá nas mesmas condições. Como todos os outros que procuram cães potencialmente perigosos, com os quais afirmam uma triste, patética e repugnante posição de agressividade perante os outros. É, para muito cobarde, a única forma de se fazerem maus, ou temidos. E tudo isto vai continuar enquanto este tipo de gente não for punida a sério. A solução de mandarmos abater cães não adianta um centímetro ao nosso sentido de civilização."


FONTE: activa.sapo.pt - TV MAIS
http://activa.sapo.pt/tv/tv_cronicas/2012/09/10/cronica-de-rodrigo-guedes-de-carvalho-e-a-besta-e-o-cao

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Final feliz para a Lila, que afinal... é a Kitty!



 
 
Todos nós gostamos de histórias felizes! Gostamos que os nossos amigos encontrem bons lares, que sejam acarinhados e respeitados como merecem. Gostamos que regressem às suas casas quando, muitas vezes, a esperança já começa a desvanecer-se...
 
Esta é uma história com um final feliz que partilhamos convosco. A Lila é uma cadelinha de porte muito pequeno que começou a aparecer junto de uma moradia e por lá se foi deixando ficar. Bastante assustadiça de início, era alimentada pela família da casa, já com a sua conta de animais à sua responsabilidade, e foi-se deixando conquistar. Contudo, a Lila precisava de um lar. E foi com a sua protetora à Feira de Adoção de 8 de setembro. Por obra do destino ou não, a Lila - afinal Kitty - foi reconhecida pela sua dona. O reencontro não poderia ter sido mais comovente!
 
As fotos testemunham o reencontro. Agradecemos à Vera Neves pela atenção e carinho que dispensou à Lila/Kitty e desejamos felicidades a esta pequenina e sua família, agora que ela está de regresso a casa.
 

MANCHINHAS


 
Esta charmosa e carinhosa gata é a Manchinhas. Foi encontrada próximo do Hospital do Divino Espírito Santo, em estado de subnutrição e com uma infeção bacteriana nas patas, que dificultava a sua mobilidade. Resgatada e acolhida, tratada e bem alimentada, graças a espíritos solidários, está agora muito bonita e brincalhona. Está em acolhimento temporário e só lhe falta mesmo encontrar uma família merecedora da sua confiança e companhia.
 
Se quer oferecer um lar à Manchinhas, contacte-nos: apacores@gmail.com / 96 130 12 76 / 91 013 06 81. Terá de preencher uma ficha de adoção e entregar um donativo de 5€. Ela será entregue  já desparasitada.
 

sábado, 8 de setembro de 2012

JACK - ADOTADO




Este é o Jack e já teve a felicidade de encontrar um lar. Foi encontrado na noite da Feira Quinhentista, nas Furnas, com feridas provocadas por mordidas de outro cão. Quem o encontrou acolheu-o e prestou-lhe cuidados, mas pediu-nos ajuda para tratar os ferimentos que não saravam. O Jack passou pela Clínica Veterinária de Vila Franca do Campo e acabou por ter de ser submetido a uma intervenção cirúrgica, pois tinha uma perfuração nos intestinos, mas encontra-se a recuperar bem. A família que acoheu o Jack não lhe resistiu e adotou-o, por isso ele está a restabelecer-se já na sua nova casa.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

FEIRA DE ADOÇÃO - 8 de setembro



Queremos novamente chamar a atenção de todos os nossos amigos e simpatizantes para a feira de adoção que vai acontecer este sábado junto ao Hiper Solmar. Precisamos da ajuda de todos principalmente para passear os cães. Vamos também ter gatos para adoção, sendo que para os levar para casa têm de se munir de uma transportadora para o efeito. À entrada do Hiper Solmar vai-se realizar uma campanha de recolha de alimentos e agradecemos a todos a vossa ajuda para esta causa.
 
 

CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE ALIMENTOS - 8 de setembro



Aproveitando a campanha de adoção que se realiza no próximo sábado, em parceria com o Hiper Solmar, decorrerá em paralelo uma campanha de angariação de alimentos para animais, à entrada do hiper.
A todos os que puderem contribuir, agradecemos desde já.


domingo, 2 de setembro de 2012

FEIRA DE ADOÇÃO - 8 de setembro


GATINHOS ADOTIVOS DA BIA





A Mia e a Inês já estão adotadas. o Fred, infelizmente, não sobreviveu.

A nossa maternal Bia tem criado estes pequenos bichanos como se dos seus próprios filhos se tratassem. No entanto, está na altura de o Adolfo, o Fred, o Guilherme, a Mia e a Inês encontrarem novas famílias para continuarem o seu percurso de vida.

Para adotar qualquer um deles, terá de preencher uma ficha de adoção e entregar um donativo de 5€. Os nossos gatos são entregues já desparasitados. Caso esteja interessado(a), contacte-nos: apacores@gmail.com / 96 130 12 76 / 91 013 06 81.


 

sábado, 1 de setembro de 2012

GATINHOS - 3 a 4 meses



Estes cinco gatinhos do sexo masculino encontram-se para adoção na Clínica Veterinária do Pópulo. Têm cerca de 4 meses de idade, exceto o primeiro gatinho amarelo, que terá à volta de 3 meses.
Para adotar qualquer um deles, terá de preencher uma ficha de adoção e fazer um donativo de 5€. Os nossos gatos são entregues já desparasitados. Caso esteja interessado(a), contacte-nos: apacores@gmail.com / 96 130 12 76 / 91 013 06 81.

GATINHAS - 2,5 a 3 meses



Estas seis lindas gatinhas encontram-se para adoção na Clínica Veterinária do Pópulo e têm entre 2,5 e 3 meses de idade.
Para adotar qualquer uma delas, terá de preencher uma ficha de adoção e fazer um donativo de 5€. Os nossos gatos são entregues já desparasitados. Caso esteja interessado(a), contacte-nos: apacores@gmail.com / 96 130 12 76 / 91 013 06 81.

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